Qual a sua experiência com a organização do próprio casamento?

Essa foi a pergunta que os fornecedores do Núcleo de Festas e Eventos de Uberlândia (Nefest) me fizeram ao me conhecer. Eles queriam me convidar para fazer parte do primeiro evento que estavam organizando, o Por Dentro da Festa, um projeto em formato de Talk Show que ganhou meu coração assim que tive o primeiro contato. Percebi na reunião de briefing que caminhávamos juntos em nossas visões sobre organização de evento, o caminhar certeiro entre noivos e fornecedores, cada um com sua importância, visão e função. Também nossa visão sobre o respeito às vontades de cada cliente e necessidade de individualização de cada evento. Percebi ali que seria um evento delicioso de participar, e principalmente, relevante para quem está organizando seu próprio evento.

Como muitas pessoas não puderam participar (no dia do evento caiu uma mega chuva, atípica, daquelas que ninguém estava esperando), resolvi dividir aqui com vocês algumas fotos e um esboço do que conversamos lá para quem sabe, ajudar ainda mais pessoas!

“Meu nome é Nara Macedo e desde 2012 escrevo o blog Casar em Uberlândia. Queria aproveitar o início da nossa conversa para agradecer ao NEFEST pelo convite para esse evento tão especial. Desde o nosso primeiro contato nossas ideias se somaram e foram muito convergentes. Acho que se algum dia eu fosse organizar um evento pelo Blog ele teria esse mesmo perfil, de aproximar noivos e fornecedores, para tirar dúvidas e falar sobre a logística e organização de um evento. Porque a grande verdade é que nós, noivos, só saberemos a dimensão do que é organizar nossos próprios casamentos quando ele passa.

Eu fiquei noiva em setembro de 2012. A princípio agendamos nosso casamento para maio de 2014, em seguida antecipamos para Janeiro do mesmo ano. Lembro que os dois primeiros meses foram de ansiedade e euforia pura. Entrei em todos os sites, nacionais e internacionais, comprei todas as revistas do tema que tinham em Uberlândia e construí uma pasta no computador com mais de 2 mil referências de tudo que eu tinha gostado (e não era pouca coisa). Peguei um caderno e fiz dele minha “lista de fornecedores”. Dividi por área e copiei todos os nomes, telefones e endereços para reuni-los em um só lugar (sim, apesar de escrever um blog tenho fixação por escrever no papel). Tinha me decidido (completamente louca na época) que ligaria para todos, faria orçamento com todos, montaria uma enorme planilha e seria a noiva mais organizada que já se viu.

Nesse período a gente também fica insistente. Não perde a oportunidade de puxar um papo sobre casamento com uma amiga que já casou, para trocar informações. Eu falava de casamento simplesmente dia e noite, até que chegou um ponto que realmente somente conversar com os amigos não diminuía a minha necessidade de conversar sobre o tema. Foi ai que meu então noivo me perguntou porque eu não escrevia um blog? Assim eu poderia contar tudo que estava passando no meu período de preparativos, e encontrar através desse caminho outras pessoas passando pelas mesmas dificuldades e dúvidas que eu. E assim nasceu, em dezembro de 2012, o Casar em Uberlândia. Para acalmar meu coração e manter a sanidade mental de todos a minha volta. E hoje eu vim até aqui para contar um pouquinho da experiência que tive com a organização do meu próprio casamento e também sobre algumas experiências que vivi por causa do blog.

Em Janeiro de 2013 lembro que fechei meu primeiro contrato. E por mais estranho que pareça, ele foi de convites. A essa altura eu e o Luiz já havíamos discutido um budget inicial de quanto poderíamos e gostaríamos de gastar com o nosso casamento. Lembro que nossa expectativa era que tudo ficasse por volta de 35 mil reais. E eu, com todo meu suposto planejamento, fechei um contrato de convites por um valor que não condizia proporcionalmente com o que queríamos gastar. Sim, eram muitos convites, e sim, eles eram exatamente como eu tinha sonhado. Mas também comprometiam quase 10% do total que esperávamos gastar com o casamento. Lembro que cheguei em êxtase em casa, feliz como nunca, afinal, aquele contrato fechado marcava o início dos preparativos daquele casamento, e, consequentemente, me deixava mais perto de realiza-lo exatamente como queríamos.

Assim, como noiva independente que fui, decidi que não queria nenhum tipo de ajuda profissional durante os preparativos do meu casamento. Faria eu mesmo todo o planejamento, logística, organização. Eu pensava nos mínimos detalhes, e ninguém poderia entender melhor o que eu queria do que eu, certo? E assim fui eu, pelos 12 meses seguintes, aos trancos e barrancos e sem nenhuma fórmula pronta tentar fazer com que tudo desse certo. Acho que na época eu não fazia ideia do quanto a minha falta de experiência faria com que tudo fosse mais difícil.

Lembro que baguncei toda a ordem esperada para fechamentos de contratos. Veio o convite, seguido do vestido de noiva, da igreja (afinal, a data do casamento não poderia ser perdida), fotos, filmagem… E em bem pouco tempo eu estava com vários contratos fechados, com orçamento completamente comprometido e… SEM FESTA. Foi preciso um novo planejamento para inserir as coisas que eram fundamentais e que ainda não tinham entrado no pacote.

Faltavam 8 meses para o casamento, reservamos um salão de festas que tinha a nossa data e cabia no novo orçamento. Quando fomos levar nossos pais, 2 dias depois, eles amaram. Tinha estacionamento, era amplo, cabia os muitos convidados que nossos pais queriam convidar, tudo perfeito! Mas houve um erro e uma funcionária já havia fechado a data sem ver a nossa pré reserva para outros noivos. Era preciso saber lidar com a frustração, e mais que isso, correr contra o tempo para arrumar um novo lugar, o que com certeza não sairia barato.

Faltavam 6 meses para o casamento e nosso contrato de decoração ainda não estava fechado. Organiza, planeja, aperta, e nada de conseguir encaixar algo que eu (claro, é sempre a noiva) gostasse e pudesse pagar. Depois de quase 10 orçamentos (foi o fornecedor que mais buscamos opções) conseguimos nos decidir por um. Tudo deu certo, fechamos o contrato. Nessa hora descobrimos que iluminação decorativa não é de responsabilidade do decorador e sim contratada com o DJ. Volta no DJ, leva as referências, mais gastos que não estavam no planejamento.

Nesse meio tempo, nosso sonho de fazer uma viagem legal de lua de mel foi por água abaixo. Afinal, não dá para se ter tudo, e já que teríamos uma festa mais cara, de algum lugar esse dinheiro teria que sair. A falta de planejamento, mesmo quando tem boa intenção, leva a algum tipo de corte. No nosso caso ele seria na carne mesmo, na coisa que mais sonhamos até alí. Mas, quem está na chuva é para se molhar, e já não era possível voltar atrás e desistir de fazer a festa daquele jeito (vocês já repararam no valor das multas de rescisão contratual de casamento?) – decidimos continuar.

Foi neste mesmo período que percebi que o vestido de noiva que já tinha fechado em janeiro não era mais como eu queria. Foi uma época em que vestido fluidos e de renda voltaram com tudo, e eu não poderia fechar os olhos para a minha vontade de vestir outro tipo de vestido. Fui até o ateliê cancelar o contrato. Foi uma novela. O sapato estava incluso no contrato (e eu o continuava querendo), os vestidos das damas e o terno do pajem também. Pago a multa, continuo tendo direito aos brindes? Afinal, eu estou pagando um alto valor só por estar desfazendo o contrato, seria justo que pudesse manter alguns benefícios. Negocia daqui, chora dali, paga de lá.

O dia ia se aproximando, mais contratos sendo fechados, mais próximo do fim. Faltando 3 meses para o casamento, o prazer na organização já tinha ido embora. As coisas foram ficando realmente pesadas para resolver, pouco prazo, pouco dinheiro. A gente tinha que lidar com a reforma do apartamento, com a demanda que os convidados já iam gerando (os de fora sempre tem dúvidas quanto à onde ficar, onde se arrumar, e não sei quanto a vocês, mas os meus amigos e parentes ligavam diretamente para mim), com o trabalho e com a relação a dois, que nesse momento fica mesmo super desgastada. O noivado é uma prova de fogo pra relação, porque todo mundo fica a flor da pele. Eu contei com muita ajuda da minha sogra, mãe, irmã e amigas próximas para dar conta de todos os detalhes que tinha pensado e sonhado. Mas a grande maioria das coisas eu tinha que fazer sozinha, afinal, o casamento estava prontíssimo na minha cabeça, e não dava tempo de repassar tudo para ninguém me ajudar.

Durante todo o noivado eu sonhava com alguns detalhes. Queria ter um pipoqueiro na porta da igreja distribuindo pipocas e água fresquinha. Achava muito delicado e com ar de início de namoro na missa de domingo. Isso fora o fato de que pipoca é uma das coisas que mais gosto de comer na vida. Queria servir picolé no casamento, porque é o “doce” preferido do eu pai. E algodão doce, porque é o meu. Queria dançar uma valsa com meu pai, queria fazer cartões de agradecimentos aos amigos e familiares que vieram de fora. A grande maioria dessas coisas tiveram que ser deixadas de lado. Algumas por não ter mais dinheiro para investir, outras por não ter mais tempo.

Apesar de estar contando tudo isso para vocês aqui, meu casamento foi lindo e inesquecível. No dia tivemos uns 2 mil imprevistos, mas mesmo assim, nada tira o brilho desse dia para nós. Eu me casei no civil no mesmo dia que seria o religioso e festa, as 10 horas da manhã. Meus padrinhos eram de fora, um estava vindo da Russia, e não tinha tinha como marcar outra data. Acordei as 6 da manhã para ir para o salão me arrumar (e como umas horinhas a mais de sono me fizeram falta mais tarde). O casamento civil foi maravilhoso, inesquecível, mas acabou as 11 horas e eu tinha que correr para o salão para continuar a produção. Sem almoço, sem tempo. Lembro que assim que cheguei no salão me ligaram da montagem da festa falando que não encontravam meu topo de bolo. Como só eu tinha recebido, separado e organizado tudo, tive que sair as pressas para procurá-los. Fui no meu apartamento, nada. No apartamento novo, nada. Em todos os lugares que poderiam estar, não estavam. Corri pro salão, e fui buscar nas caixas que tinha separado, e lá estavam os topos de bolo. Lembro que tremia de raiva e cansaço ao voltar pro salão para me arrumar. Como eu podia ter dividido função com alguém que ia me conhecer durante o tempo e poder fazer essas coisas por mim no dia.

Quando deitei, para dormir por 1 horinha e descansar, as convidadas (minhas amigas e madrinhas) começaram a chegar. E aí não importa, você é a atração do dia, é com você que todo mundo quer conversar.

Fiquei pronta antes do tempo previsto, como eu queria. Fiz fotos, sozinha, com meu pai. A cerimônia estava agendada para 20 horas. Eram 19:50 quando cheguei na porta da igreja e percebi a movimentação. Os casais ministros responsáveis por ajudar na logística do casamento na igreja vieram até o carro me contar que o padre iria se atrasar pois tinha acabado de começar uma missa em outra igreja as 19:30. Eram 20:50 de um dia de calor absurdo quando minha cerimônia de casamento começou.

As coisas realmente fogem do nosso controle durante o dia, e você precisa ficar calma, porque você nesse momento não pode resolver mais nada, você é a NOIVA.

Foi aí que eu percebi o que tinha feito de errado durante todo o preparativo, que entendi todo meu cansaço, meu desgaste. Eu quis, sozinha, fazer um trabalho no qual no grande dia eu não poderia ter controle. E ninguém mais, além de mim, sabia o que era para ser feito para cada imprevisto. Ninguém mais além de mim sabia como EU resolveria cada um dos problemas que foram surgindo. Mas eu não podia fazer nada, eu era a NOIVA, e não a CERIMONIAL.

Eu descobri que não existe fórmula certa para se fazer um casamento, e que por mais que estejamos completamente envolvidas e mergulhadas em fazer o nosso grande dia, é preciso muita ajuda para que cheguemos até lá. A logística é importante, e organização nesse período é dinheiro, e ninguém que perder um centavo nessa época, certo?

Faltou para mim, o conhecimento que infelizmente a gente só adquire quando o evento passa: é impossível ser sozinha organizadora e estrela de um dia. E essa foi a experiência que tive também no blog. Tive a sorte de ganhar várias amigas virtuais, que dividiam suas histórias de planejamento e pós casamento comigo através de e-mails e comentários. Um ponto era sempre unânime: as noivas que como eu, tomavam frente e optavam por fazer tudo sozinhas, apesar de terem amado seus casamentos, se sentiam muito mais desgastadas dos que a que tiveram algum tipo de ajuda e alguém para confiar nesse período. Os erros para elas eram muito mais gritantes do que para as outras noivas, o que causava muito mais desconforto.

É por isso que acho que a experiência que vocês terão hoje com esse evento, de clarear dúvidas, ganhar direcionamento e porque não, aprender com os erros de quem já passou por eles, é ímpar. Com isso vocês poderão de verdade direcionar o planejamento do seu evento para o que vocês querem, com toda a ajuda que puderem ter.

Obrigada!

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Quero aproveitar essa oportunidade para agradecer grandemente a todos os fornecedores que fazer parte do NEFEST:

  1. Amor Perfeito Cerimonial – Darielle
  2. Ana Chocolatier – Doces finos
  3. Angelo Eventos – Dj, Som, Iluminação
  4. Balux – Salão para eventos
  5. Mariana – Brigabom doces finos
  6. Conecta – João
  7. Franck Leão Cabeleireiros
  8. Jc Instituto de Dança – Jô
  9. Js Locações – Julio
  10. Lima Cerimonial – Cristiellem
  11. Magic Cabine – Camila
  12. Paulo Almeida Fotografia
  13. SM Eventos – Maira
  14. Tatiana Martins Assessoria e Cerimonial
  15. The Farm – Salão para eventos e convenções

O evento foi incrível, preparado cheio de cuidado com os detalhes e o amor de vocês por fazer o que fazem, junto com a dedicação e a excelência, fazem de vocês profissionais ímpares no mercado em Uberlândia e região.

Obrigada, e contem comigo para o que precisarem sempre!

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