Casamento Marina e Rafael

Depois de postarmos aqui detalhes do casamento da Marina e do Rafael acabei à convencendo de escrever aqui para nós com o olhar da noiva sobre o grande dia!

“Eu e o Rafael nos conhecemos na faculdade em 2003, eu tinha acabado de passar no vestibular e ele estava no 4º período. Conhecemos-nos em fevereiro, quando as aulas começaram, nos beijamos pela primeira vez em maio, e em julho começamos a namorar. Namoro vai namoro vem, e em abril de 2012 fomos passar nossas férias em Las Vegas. Aí todo mundo fazia piadinha:
– Ah, vocês vão casar em Vegas? Já tem quase 9 anos de namoro, aproveitem.
Chegamos a fazer piada, falando que estávamos fugindo para casar.
Fizemos um roteiro incrível nessa viagem. Passamos por lugares belíssimos, tivemos vários jantares românticos, e em certas ocasiões eu realmente achei que rolaria um pedido de casamento, afinal já estávamos juntos há 09 anos, e aqueles cenários eram perfeitos para um pedido inesquecível. Mas o tempo foi passando e nada.
Já no final da viagem, faltando 02 dias para virmos embora fomos conhecer o Grand Canyon. Um sol, um calor, andando pra cima e baixo, subindo e descendo pedra, eu já estava suando igual um camelo de férias, doida pra ir embora, até que resolvi sentar em uma sombra. Nós dois sentamos, tiramos a marmita da mochila (final de viagem, já não tínhamos mais dinheiro, então o almoço era pão de forma com queijo) e fomos comer. Perto de onde estávamos estava tendo uma apresentação de algumas tradições da tribo indígena local, e comecei a rir falando que devia ser a dança da chuva (porque né, o calor tava de matar), nessa hora o Rafael ficou sério, abriu a mochila pegou uma caixinha e falou:

– Não é a dança da chuva não, deve ser uma cerimônia de casamento.

E me deu a caixinha e perguntou:

– Você quer casar comigo?

Mas a caixinha que ele me deu não era quadradinha de anel, era uma caixinha mais comprida, parecia uma caixinha de pulseira. Na hora tive certeza que ele estava zuando com a minha cara, que eu ia falar sim, abrir a caixa e dar de cara com uma pulseira e que ele ia soltar:

– Ahhhh, pegadinha do malandro!!!!!
Porque é a cara do Rafael fazer isso. Então fiquei uns 5 minutos com a caixa na mão e falando pro Rafael:

-Se tiver um pulseira ou um brinco aqui você tá morto, te jogo daqui de cima. Não se brinca com essas coisas. Ele ria e falava :

– Abre.
Eu abri, era um anel, eu disse sim, comecei a chorar, nos beijamos, fiz pose pra foto, wiskas sachet, vocês imaginam o resto.
Voltamos pra casa, anunciamos o noivado, todos ficaram felizes e nunca mais tocamos no assunto casamento. O tempo foi passando até que em agosto de 2013 resolvemos começar a olhar os preparativos, mas até então sem previsão nenhuma.
Eu e meus pais fomos olhar o Cdl, saber qual era o preço, como funcionava a reserva de data, mas imaginando que estaria disponível somente para 2015.
Fomos lá e eles estavam decorando o salão para uma festa de casamento, estava tudo lindoooooooooooooo, peguei o contato de todos os fornecedores (foi nesse dia que conheci o trabalho do Esdrash Bufett, adorei o que vi, e depois acabei fechando com eles), e fui conversar com o pessoal do Cdl. Me passaram o preço e perguntei sobre antecedência de datas, falei que queria casar em março ou abril (de 2015). Eles olharam e falaram que a data de 5 de abril de 2014 estava vaga. Na hora olhei para os meus pais, eles me olharam, liguei para o Rafael, e já marquei a data do casamento, ou melhor o Cdl Marcou a data do meu casamento pra mim. Com a data marcada fomos atrás dos outros fornecedores.  O primeiro que em entrei em contato foi com o Buffet. Conversei com o Esdrash, e o preço que ele me ofereceu foi bem menor do que os outros buffets da cidade, então fiquei com o pé atrás. Fui em 03 eventos dele para conhecer o trabalho, e a cada evento que ia ficava encantada. Então em outubro fechei o Buffet. Fui a vários decoradores, e fui mal atendida em grande parte deles. Como meu orçamento era limitado não me davam a atenção que eu esperava. Até que conheci o pessoal da Ferreira e Santos, que me atenderam muito bem, e tinham várias opções de preços e de estilos de trabalho, não pensei duas vezes, fechei o contrato na mesma hora.  Os doces fechei com a Alê Gomide, que é irmã do Alcides (decorador da Ferreira e Santos), além dos doces serem deliciosos o fato dos dois serem irmãos me tranquilizou bastante, pois sabia que os dois teriam liberdade um com o outro durante a decoração da mesa. A Damila cerimonial também foi indicação da Ferreira e Santos, e por já trabalharem juntos, na hora da festa tudo flui melhor.

Eu tinha essa preferência de fornecedores indicados pelos que eu já havia contratado, pois sabia que trabalhavam bem juntos.

O fotógrafo foi o Leandro Mendes. Visitei vários fotógrafos da cidade, o trabalho de todos são lindos, mas nenhum tinha minha cara, achava tudo muito tradicional e normal. Quando conheci o trabalho do Leandro fiquei encantada. As fotos espontâneas, em lugares diferentes, e cheias de energia. Pedi indicações de Dj para o Leandro, e um dos que ele me indicou foi o Thiago Garan. O preço que ele fez foi ótimo, e simpatizei bastante com ele quando o conheci. Por  incrível que pareça não tive muita dor de cabeça com os preparativos. As coisas foram se encaixando e dando certo, e mesmo com pouquíssimo tempo de antecedência tudo deu certo.

Mas me organizei para que na última semana antes do casamento estivesse tudo pronto, e que esses meus últimos de solteira eu pudesse relaxar, fazer massagens, ficar por conta dos testes no cabeleireiro.
Eu não sei o que acontece, mas surgem tantas coisas pra resolver, tantos detalhes que eu nem sabia que existiam, tantas coisinhas pra comprar, é o caos. No dia do casamento ainda haviam algumas coisas para serem resolvidas. Mas no final dá certo e vale a pena.

Nunca gostei de casamentos diurnos ou ao ar livre, sempre preferi festas durante a noite e em lugares fechados, pois além de mais prático e confortável, tanto para os noivos quanto para os convidados eu adoro uma desculpa para usar um vestido longo bem brilhoso e emplastar a cara com maquiagem, e casamento no campo e/ou durante o dia nãodá pra fazer isso, casamento diurno ao ar livre me traz um sentimento de domingo no shopping, mas é uma opinião extremamente pessoal.

O clima durante a noite costuma ser mais fresco, e salões de festa fechados são a prova de chuva ou calor, então quando resolvi me casar as únicas coisas que tinha certeza era que seria a noite, em algum salão fechado, e que o buquê seria de girassol. Todo o resto do casamento foi uma grande surpresa pra mim.

Sempre fui extravagante com um pezinho no brega, em todos os aspectos da minha vida, então achava que quando me casasse seria com um vestido mullet Pink estampado, com uma unha pintada de cada cor, e um sapato bem diferente e feito artesanalmente. Imaginava que o noivo vestiria um smoking laranja a lá Debi e Loide. Achava que os convites seriam super originais,  que a decoração fugiria completamente aos padrões de casamento, e que de maneira alguma haveriam bem-casados.
Sabia nada inocente.
Durante os preparativos não me apeguei a detalhes, minha mãe foi a grande responsável pela organização do meu casamento, e assim ela foi quem carregou a maioria  das expectativas. Mas mesmo minha mãe lidando com os fornecedores e cuidando dos detalhes ela sempre insistiu para que eu fizesse as escolhas gerais e participasse de tudo (o que causou algumas discussões entre nós, pois nós duas trabalhamos, então o único dia para ver coisas do casamento era sábado de manhã, e eu preferia dormir, então meu discurso era:
-Mãe, faz o que você quiser, só me avisa o hora e o lugar que eu tenho que ir pra casar, tendo doce pra mim está tudo beleza.
E ela brigava comigo porque não entendia uma noiva tão desinteressada aos detalhes do próprio casamento.
Mas continuei participando e até pegando gosto pela coisa).

Meu primeiro pedido aos fornecedores sempre era alguma coisa que fugisse aos padrões, então eles me mostravam fotos de trabalhos anteriores, e por incrível que pareça meus olhos brilhavam ao trabalhos mais tradicionais possíveis, os muito diferentes me davam a impressão de apenas uma bela festa, e não um casamento. E sempre acabava morrendo em tons pastéis, pérolas, tule, renda e muito branco.

Meu vestido foi a maior surpresa, experimentei quase 50 vestidos, dos mais variados modelos e tecidos. E o que me cativou foi um vestido branco de tule e renda, bem bufante, estilo bolo fofo, mas foi nele que eu me senti uma noiva. Nos outros me sentia em vestidos de festa branco, mas não uma noiva. Só quando experimentei meu tradicionalíssimo vestido, que me senti uma noiva de verdade. Sempre achei que não usaria véu, mas amei quando experimentei, e posso dizer que foi meu item preferido no traje de noiva. E quebrando minhas próprias regras, usei um esmalte branquinho, fofinho, meiguinho, completameente look de camponesa virgem, vai entender, sempre odiei esmalte claro, não tenho lembrança de ter usado, e provavelmente vai demorar muito tempo pra usar de novo, mas dia do meu casamento ele caiu como uma luva. Mas uma coisa que me incentivou a usar esmalte e sapato branco foi a tendência do esmlate/sapato colorido. Muitas noivas estão usando sapato/esmalte coloridos, então achei que se usasse branco estaria sendo diferente, indo contra a tendência (resquícios de adolescente rebelde- hahahahaha).
Casar na igreja estava intrínseco ao meu casamento, se não houvesse uma cerimônia religiosa seria a mesma coisa que não casar. Não sou religiosa, mas acho maravilhoso e marcante o pai poder entregar sua filha ao futuro marido perante Deus, não que Deus não esteja presente fora da igreja, mas acho extremamente simbólico faze-lo no altar diante de um padre. Algumas pessoas preferem ter suas cerimônias celebradas por diáconos, pois eles são casados e tem conhecimento de causa, eu já prefiro cerimônias celebradas por padres, não tenho um motivo específico, simplesmente acho mais significativo.
Então casamos na sexta-feira no civil (não quis acordar cedo no sábado para casar no civil, preferi poder dormir até mais tarde).
Optei pela paróquia de São Francisco e Santa Clara que fica no Umuarama. Quis uma igreja menor, pois tinha poucos convidados, e fazia questão de igreja em uma praça, pois depois da cerimônia os convidados sempre fazem aquela soca antes de ir pra festa. Conversam, decidem quem vai seguir quem, combinam caronas, e acho muito desconfortáveis aquelas igrejas que quando você sai já está no meio da rua, quando a cerimônia acaba o convidado é obrigado a ir direto para o carro, pois ele não tem lugar para esperar ninguém. Sem contar que a noiva tem que descer do carro correndo pois está impedindo o trânsito.
Além de ter tudo isso acho a Paróquia linda e super charmosa, e adoro o Padre Flávio, as celebrações dele são íntimas e cheias de detalhes do casal. Me descobri muito mais careta do que imaginava. 

Para mim a parte mais gostosa do planejamento da cerimônia religiosa foi a escolha das músicas. O Rafael é beatlemaniaco, e eu não gostava muito deles, mas ao longo dos 10 anos de namoro acabei me acostumando e hoje amo Beatles. Então quando fomos decidir as músicas ele me perguntou se isso podia ficar sob os cuidados dele porque ele queria casar ao som de Beatles, concordei e falei que fazia questão apenas da Marcha Nupcial.

Ele fez a seleção de algumas músicas (todas dos Beatles) e me mostrou, fiquei encantada, a melodia delas se encaixaria perfeitamente com clima bem pessoal do casamento que eu buscava, ficou com a nossa cara, e ainda sim delicado e tradicional. Optamos por músicos ao invés de utilizar um cd, pois morria de medo de ter algum imprevisto com o cd, ele sumir, riscar, engasgar, sei lá, mas me senti mais segura com músicos ao vivo, porque nem que fosse com ilariê eles improvisariam. Esse foi um dos melhores investimentos no casamento, me emocionei muito durante a cerimônia, a cada música aflorava um sentimento diferente em mim, e eu chorava cada vez mais, e acho que se fossem as mesmas músicas gravadas em um Cd não teria me emocionado tanto.
Minha daminha foi a estrela do meu casamento. A Pilar é minha sobrinha (filha do irmão mais velho do Rafael), mas se fosse minha filha não se pareceria tanto comigo. Vi ela nascer, e ouvir aquele trenzinho me chamando de “titia malina” me derretia, então a noite também tinha que ser dela. Ela foi minha única dama, e fiz questão disso, queria que o momento fosse dela, que ela participasse. Então durante a cerimônia ela entrou como florista, e também com as alianças. Quando conversamos com os pais dela sobre o casamento minha cunhada me perguntou como eu preferia, falei que gostaria que a Pilar estivesse igual a mim (acho lindo a daminha igual a noiva), a minha cunhada fez tudo, mandou fazer o vestido igual ao meu, o arranjo de cabelo, o sapato, o penteado, tudo, a Pilar estava perfeita. Quando eu vi ela na igreja entrando com as alianças, andando em passinho de formiga, sorrindo, segurando o buquê certinho para não esconder o rosto quase cai do altar, me emocionei muito.

Mas passada a cerimônia uma grande preocupação era como diminuir a fila na mesa de frios, porque evita-la é praticamente impossível. Resolvemos então servir junto com a mesa de frios os empratados, porque assim o foco dos convidados seria divido ao meio. Além disso o cerimonial sugeriu não esperar muito para liberar a comida (em alguns casamentos os pais do noivo abrem as entradas), e sugeriu que quando houvessem em torno de 100 pessoas no salão o Buffet liberasse a comida, e assim foi. Eu não estava lá, mas conversei com amigos e familiares, e todos falaram que a logística foi boa, pois muitos quando muitos chegaram a comida e bebida já estavam sendo servidas.
Lógico que queria uma festa bonita, mas acima de tudo queria uma festa divertida e animada, queria que meus convidados felizes por estarem li dividindo aquele momento comigo e com o Rafael, essa era a minha preocupação com o casamento. Morria de medo de ter uma festa “morta”, com todos sentados e indo embora cedo. Pra falar a verdade eu não lembro de absolutamente NADA do meu casamento, nada mesmo. Mas fiquei tranquila e satisfeita depois que vi fotos, nelas a pista está cheia, todo mundo está rindo, feliz, alguns estão bêbados, e um detalhe que pra mim era muito importante, todos comeram doces e ainda sobraram alguns na mesa.
Como eu não havia conseguido fugir de um casamento tradicional, tentei dar alguns toques que tinham minha cara e do Rafael. Um deles foi uma mesa de doce ao estilo festa de 15 anos na entrada do salão, porque doce é a melhor coisa da festa, e acho injusto ter que esperar liberar a mesa pra poder comer eles (sim sou daquelas que ficam rodeando a mesa de doces dos casamentos e tentam enganar o cerimonial para pega-los antes da hora), outra coisa que achei legal fazer diferente foi a valsa dos noivos, ao invés disso nós “dançamos”(tentamos) um tango, o que foi super divertido e rendeu muitas risadas dos convidados.
Meu casamento foi muito além do que eu esperava, foi lindo. Nossa família e amigos estavam lá e dividiram esse momento tão especial conosco. A cada rosto que eu via enquanto entrava na igreja me emocionava, mexeu comigo ver pessoas queridas lá, presentes, dividindo carinho conosco. Meus fornecedores foram muito atenciosos e tiveram muita paciência com a dona Luzia (minha mãe) que não é nada fácil. E a dona Luzia teve muita paciência comigo, porque eu estava insuportável nas vésperas do casamento, não sei como ela e meu pai conseguiram me aguentar. Na semana do casamento eu estava uma pilha, não via a hora do casamento passar logo, pra todo aquele trabalho acabar. Mas hoje lembro com um certo arrependimento de não ter ficado mais relaxada e ter aproveitado mais.”

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E para as noivinhas que ficaram com o ‘gostinho de quero mais’, amanhã vai ao ar algumas fotos dos noivos na festa de casamento e o check list de fornecedores envolvidos, não percam!!!

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