Buenos Aires, ainda de Lua de Mel

Nosso segundo dia de lua de mel foi tenso. Marcamos o city tour com a mesma agencia de turismo responsável pelo nosso transfer. Custou R$30,00 e eles nos buscariam e deixariam em casa.
Manhã do dia seguinte: muuuuuuuita chuva. A agência tinha marcado conosco 8 horas da manhã, o que para quem está de lua de mel e pós viagem é madrugada, mas enfim, topamos. Acordamos bem cedinho, tomamos café da manhã e descemos para esperar no lounge do hotel. Chovia muito e o trânsito era caótico. Eram 9 horas da manhã quando alguém foi nos buscar, e o ônibus estava parado a 3 quarteirões do hotel. Tomamos uma chuva absurda e aí vai-se embora o cabelo que você arrumou para aparecer bonitinha na foto, a sua roupa e o seu cheiro. Mas tentamos encarar numa boa, apesar do frio que fazia dentro do ônibus. Quando entramos tinha mais um casal já esperando. Éramos 4 então. Mas foi aí que percebi que o city tour não começava! Rodamos por mais 3 horas sem parar buscando pessoas por toda Buenos Aires para só então começar o city tour. Foi tão cansativo que cheguei a dormir esperando, fora a sensação de tempo perdido!

Quando o city tour começou já fiquei arrependida. Com a chuva que fazia, todas as janelas do ônibus embaçaram. O guia ia contando um pouco da história de Buenos Aires (o que foi a parte legal pra gente se situar), mas íamos passando por pontos turísticos e aí era aquela coisa: as vezes estava do outro lado da rua (e consequentemente da janela do ônibus), as vezes não dava para parar na frente por causa do trânsito e outras vezes nem parava, ia passando e falando. As paradas foram feitas em locais específicos: Caminito, Casa Rosada e só! Sim, só! Não sei se por ser dia de chuva, não sei se porque é o perfil.

Na casa Rosada  nem descemos! Chovia desesperadoramente, e nosso hotel era a 2 quarteirões de lá, então teríamos outra oportunidade de conhecer. Aproveitamos a parada para comprar um sorvete, já que estávamos morrendo de fome! Tinha uma “Abuela Goye” em frente a parada do ônibus, e apesar de todos falarem do Freddo de Buenos Aires, gostamos mais do sorvete de doce de leite deles. Só que sorvete lá tem uma diferença grande. Pedimos dois copinhos do menor e nossa surpresa é que sorvete lá não é por bola como aqui, e eles não economizam! Dois potinhos nos deixaram virando os olhos de tanto sorvete!

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Confesso que frustrei por não ter feito nenhuma foto legal durante o city tour, porque como vocês já devem ter percebido é uma coisa que eu amo! Mas desapeguei porque era o primeiro dia e tinha certeza que teria outras oportunidades. E outra, era lua de mel né? Não dá para ficar emburrando com tudo que não sai exatamente como você esperava. Busquei aproveitar e curtir muito o Luiz.

Quando paramos no Caminito a chuva tinha dado uma trégua, então descemos. A primeira compra que fizemos foi um guarda chuva, que naquele momento custou R$20,00. Nunca seria esse preço se não tivesse chovendo (e se eu falasse espanhol), mas tudo bem!

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Quanto ao Caminito: o dia que fomos com chuva estava bem vazio, não tinham muitas mesas nas ruas e nem as famosas barraquinhas que também ficam espalhadas por lá. Achei o cheiro muito forte, uma mistura de incenso com churrasco. Foi a rua em que fomos mais abordados por pessoas pedindo dinheiro e aproveitadores. Essa foto do Luiz com uma moça em poses de tango é uma das representações dos golpes de lá. Eles te abordam (abordam mesmo, pegam pelo braço, puxam, são extremamente labiosos) e faz essas poses. Quando termina eles te pedem R$20,00. Não é quanto você quiser dar, não é opcional. É obrigatório e você é coagido à pagar, eles insistem, falam alto, um constrangimento sem fim. Me lembro que o Luiz ficou muito bravo, queria apagar as fotos, mas mais uma vez levamos em consideração que estávamos a passeio, pagamos e fomos embora emburrados. Especialmente porque com esse dinheiro daria para ambos almoçarem no Mc’Donalds, ou já era 1/3 da conta de um lugar legal. Devemos levar em consideração que nosso dinheiro lá vale bastante, e realmente dá dó de ficar jogando fora com bobagens!

Esse salgado que postei é uma das empanadas de lá. Confesso que foi o pior que experimentamos, porque essa massa era assada (e é claro que a frita seria bem mais gostosa). Mas também estava delicioso e é muito comum por lá. Os sabores mais comuns são carne, frango e queijo e custa cerca de R$2,00 (nesse lugar, porque em outros chegamos a pagar até R$12,00).

O passeio terminou em Porto Madero. Estávamos loucos para conhecer e realmente foi como eu esperava: meu cantinho preferido em Buenos Aires, lindo e com um ar meio Europeu, cheio de lindos e deliciosos restaurantes, com opções para todos os gostos e bolsos.

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O que achamos do dia: então, o city tour das agências de viagens realmente não valem à pena (e todos irão tentar te vender, inclusive o pessoal do hotel). Buenos Aires conta com um ônibus turismo que custa um pouco mais caro (cerca de R$45,00) mas que te dá oportunidade de descer em 6 pontos turísticos à sua escolha. O ônibus é aberto na parte de cima, o que favorece para conhecer o local. Acho interessante fazer o passeio por toda cidade, especialmente nos primeiros dias, até para se localizar e saber onde quer voltar para conhecer melhor.

Sobre o Caminito, achei desorganizado, barulhento e “perigoso” (e entendam como perigos golpes, e não assaltos ou situações de risco à vida). Acho interessante a história do local, da população, mas tudo está muito ‘capitalizado’. Para fazer fotos com qualquer estátua do local são 5 pesos, e de 5 em 5 vai longe. Essa tela do tango tiramos porque devido à chuva ela estava escondida dentro do ‘mini shopping’ em que comemos as empanadas, então foi de graça (mas escondido). Quando estão nas ruas também cobra-se para fazer as fotos. Acho válido conhecer, mas não voltamos lá depois!

À noite nos reservamos um belo momento à dois. Voltamos ao Porto Madero para jantar em um dos restaurantes que mais nos indicaram: La Parolaccia. São 3 em Porto, e fomos no de Massas. A reserva foi feita via um aplicativo que o Luiz descobriu e baixou no celular (assim como todas as outras que fizemos durante nossa estadia) e deu super certo. O único problema é que fomos super cedo, Buenos Aires é uma cidade noturna e as pessoas começam a sair para jantar por volta de 22:00. Não vimos muito movimento, mas foi melhor ainda para curtir à dois.

A entrada de lá (os cubiertos como eles chamam) eram DELICIOSAS! Vários tipos de pães e massas acompanhadas de patês que até hoje chamam minha atenção quando recordo. Pedimos vinho, água com gás (fomos quase obrigados diante da insistência do garçom) e uma tábua de frios para começar. Tudo deliciosamente diferente do que estamos acostumados por aqui. Depois da entrada e da mesa de frios eu já não conseguia jantar, fiquei no vinho enquanto o Luiz pediu um prato que também foi indicação de uma amiga: sorrentinos. Pensa numa massa toda feita de queijo? Muito gostoso e impossível de parar de comer. Nessa hora vi também como eles são mais educados (acho que menos egoístas) que os restaurantes brasileiros. Diante da minha recusa de jantar, ao trazer o prato do Luiz ele veio com mais dois pratos, para que nós dividíssemos o prato principal. Achei de uma delicadeza que não vemos com muita frequência por aqui!

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Esse drink laranja era comum nos restaurantes de lá, é de boas vindas e é feito de Campari e suco de Laranja. A gente era recebido nos restaurantes com o drink e era uma proposta da Campari para a época.

Esse foi o meu restaurante preferido de todos os jantares. O clima, o atendimento, a comida, tudo foi perfeito e com cara de Lua de Mel. E esse pôr-do-sol? Encomendado para esse momento tão gostoso! Dos mais lindos que já vi!

Amanhã conto como foi nosso passeio a pé pelos pontos turísticos de Buenos Aires, com algumas dicas de facilidades…

 

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