Casamento – A cerimônia – Parte 1

Acho que o momento que todas nós, noivas (sim, porque uma vez noiva serei pra sempre essa pessoa que sonha e idealiza um casamento, mesmo agora sendo casada e receber o título de esposa, ainda me sinto noiva) sonhamos é aquele momento em que estamos diante da porta da igreja, escutando a marcha nupcial e esperando que a porta se abra para que todos nos vejam e nós vejamos o noivo. Mesmo agora, passado o dia 25 de janeiro, quando me falam “seu casamento” me lembro desses segundos tão especiais onde estava com meu pai de mãos dadas na porta da igreja, e tocava a marcha nupcial, e aquele primeiro minuto em que a porta se abriu, que eu consegui sorrir, e que entre todas aquelas cabecinhas voltadas pra mim consegui finalmente ver o Luiz no altar! Foi mágico, emocionante e único! E vai ser pra sempre eternizado como aquele momento só meu! O meu momento de noiva!

Mas é bem verdade que até chegar lá passei por algumas boas provações. Vou contar tudo direitinho aqui pra vocês, acho que pra desabafar, e também para que fique de conselho para que vocês estejam preparadas(os) para qualquer imprevisto e não deixe que isso diminua ou frustre esse dia tão lindo!

Meu casamento estava marcado para 20 horas. Sim, marquei na secretaria da paróquia às 20 horas e tudo estava conversado e acertado como sendo assim. No convite coloquei às 19:30, como manda o protocolo, para que não só os convidados (especialmente os padrinhos) estejam todos lá no momento de início da cerimônia, mas também para que se cumpra o ‘atraso da noiva’ sem que isso seja um atraso real, já que não sei se todos sabem, muitas igrejas cobram multas por atrasos.

No dia do meu casamento eu cheguei à porta da igreja às 19:40 horas em ponto. Estava ansiosa, não me senti bem fazendo as fotos pré-casamento e estava com 39 graus de febre. Já tinha tomado alguns antitérmicos, que não tinham conseguido baixar a temperatura, e eu sabia que aquilo tinha nome: ansiedade. Estava me sentindo realmente mal, meu rosto queimava e eu sentia meus braços e pernas formigarem. (Pausa para esclarecimentos: sempre fui assim, a vida toda quando passava por momentos de stress, sejam eles para bem ou mau, tinha febre, mal estar e formigamento. Isso não quer dizer que esses são sintomas pré casamento, mas sintomas pessoais meus. Pensem vocês o que sentem em momentos como uma prova de vestibular, uma festa de aniversário ou um momento dificil/muito bom da vida de vocês. Conheço quem tenha crises de risos, quem tenha diarreia, quem sue excessivamente as mãos e os pés, quem fale sem parar e até quem desmaie. Eu tenho febre e formigamento, e esses sintomas estavam especialmente exacerbados no dia do casamento). Cheguei a pensar que passaria mal de verdade e assim que cheguei o motorista parou o carro um pouco antes da porta da igreja (é claro, para que ninguém me visse) e pedi para que alguém (não me lembro quem) chamasse a cerimonial. Quando ela chegou pedi que começasse logo a cerimônia, perguntei se meus padrinhos tinham chegado (ela disse que sim, para me acalmar, mas nem todos estavam realmente lá), se o noivo, meus pais, sogros, irmãos e cunhados estavam lá. Quando ela respondeu afirmativamente não pensei duas vezes: comece logo então!

Foi aí que veio a trágica notícia: todos tinham chegado, porém o PADRE não! Ele estava celebrando uma missa, que teria começado às 19:30 horas e ia demorar para chegar. Eu fiquei sem chão, minha vista sumiu e minha reação foi como a de uma criança quando seu doce cai no chão: comecei a chorar copiosamente. Nesse momento o motorista do carro que me levou à igreja foi fundamental: mais que prontamente se pôs a dar voltinhas na região e conversar comigo. Falamos de amenidades, de dia a dia, de família, de casamento… E quando vi tinham passado a 1:10 horas de atraso, e começava a cerimônia do meu casamento.

Vi de longe e pude ouvir meus pais entrarem… Arrepiei em cada acorde e aquele toque indicava que começava ali o grande momento da minha vida. Em seguida foram os padrinhos e pude finalmente ter a companhia do meu pai, que entrou com a minha mãe e voltou para me buscar. Foi lindo e emocionante quando ele pegou a minha mão pela janela do carro e disse: “fica tranquila filha, a igreja está cheia e seu noivo já está lá te esperando!” Até agora me emociono quando me lembro desse momento, em que ele me tirou do carro e caminhou comigo até a porta a igreja. Aquele pouco tempo na entrada até que a porta se abrisse durou para mim 1 hora! Pude rezar, conversar com meu pai, dizer que não tinha pernas para chegar até o altar (mesmo sabendo que uma força estranha nos leva até lá), arrumar o vestido, o véu, o sapato, sorrir para os convidados que estavam de fora da igreja e nada daquela porta se abrir.

E foi então que ouvi… “Eu sei que vou te amar…” e as portas se abriram… E eu, que achei que ia chorar, sorri! E achei que não ia ter pernas, tive, e cheguei até o altar… E foi lindo! É indescritível andar de mãos dadas com o pai até o altar, sorrir para seus convidados quem te olham com tanto carinho e cuidado, sentir a emoção desse momento que é inenarrável, ser ‘entregue’ ao seu noivo pelo seu pai, com tanta emoção acontecendo e finalmente ter a calmaria de tocar a mão do noivo e receber seu beijo! Alguns dizem que passa rápido demais, pois para mim durou tempo, e foi delicioso. E continua sendo, a cada dia que me recordo daqueles passos até o altar.

PS: Só para constar, eu só sorri na hora que as portas se abriram. Na entrada eu chorava, sorria, tentava segurar o choro e o queixo tremia. A emoção foi realmente demais, e não tinha como contê-la!

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Comments
2 Responses to “Casamento – A cerimônia – Parte 1”
  1. Aline disse:

    Parabéns Nara!!! Imprevistos realmente acontecem… Mas você conseguiu superar! O meu casamento é daqui a 15 dias em Ituiutaba! Abs

  2. Fer disse:

    Nara, que linda sua narração. Arrepiei! A gente quase chora junto também, só pensando quando chegar a vez ne

    bjos e felicidades!

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